As 13 melhores frases de Lisbela e o Prisioneiro, de Osman Lins

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Lisbela e o Prisioneiro é o grande sucesso do romancista, poeta e dramaturgo Osman Lins. A peça de teatro em três atos conta a história de Leléu, um malandro que está preso e, a fim de fugir do cárcere, acaba por se envolver com a filha do Tenente Guedes, Lisbela. No entanto, por conta das atitudes de Leléu, ele está ameaçado de morte por Francisco Evandro, um matador de aluguel que prometeu vingança. Leléu, de dentro da prisão, monta um esquema que envolve uma série de peripécias e aventuras na tentativa de escapar da morte e conseguir, ao fim, ficar com Lisbela. Consagrada pelo cinema na pele de Selton Mello e Débora Falabella, Lisbela e o Prisioneiro se tornou um dos grandes filmes nacionais dos últimos anos.

O NotaTerapia separou as melhores frases da obra:

Essas coisas, essas valentias, essas espertezas, esses saltos, nunca acontecem na vida.

Mas a gente vê umas neste mundo! Não está vendo que tomate e chuchu não dão sustança a ninguém?! Agora: feijão, farinha e carne, sim, isso que é comida. Olhe aqui eu. Estou com mais de oitenta anos, só não como carne na Sexta-Feira da Paixão – e olhe lá… Resultado: uma saúde de ferro. Estou tinindo.

Pode haver serviço mais maneiro que matar gente? Se trabalha pouco e ganha muito.

A morte é cobrador muito sério: não há documento, mas só recebe uma vez.

Um homem deve ter inimigos. Por que houvera de querer matá-los? Assim, eu também ia matar a morte,a doença, delegados safados, ia matar a velhice e a covardia, chefe. Deixe meus inimigos vivos. Quero meus inimigos vivos.

Esse mundo é assim. O sujeito nunca é o que nasceu pra ser.

A senhora não é noiva no coração. Só é noiva na mão e na palavra.

A senhora pra mim é a bandeira brasileira. Uma bandeira grande. Sabe que a bandeira grande só recebe o vento se estiver presa num mastro muito forte? Leléu Antônio da Anunciação é o mastro pra senhora.

Cavei o meu buraco sem saber. Tanta mulher bonita neste mundo. Tanta coisa Linda! E eu morto!

Pra ir com ele, com nome, corpo, sangue, coração e tudo!

Aí eu fui. Fui e vou toda vez que ele me chame. Não precisa nem que ele me fale. Nem que me olhe. Basta estalar os dedos. Vou feito cão, mas coroada, vocês me compreendem? Feito uma rainha.

A senhora não merece a incerteza da minha vida. Não tenha eira nem beira, que trono lhe podia oferecer?

Edição: Editora Planeta, 2015