10 microcontos de terror – Parte II! Dá pra assustar com tão pouco?

Listas, Matérias Literárias

Depois do sucesso da nossa matéria com traduções de vinte micro-contos de terror postados por usuários do Reddit, trouxemos agora mais dez pequenas doses de calafrios para vocês. Afinal, já que o mestre do horror, Edgar Allan Poe, diz que o efeito de uma leitura é melhor criado quando ela pode ser lida em uma só sentada, que tal quando o micro-conto pode ser lido em uma só respiração? Talvez uma respiração um pouco longa, dependendo do micro-conto ou do ritmo de respirar do leitor, mas ainda assim, é possível ler cada uma das seguintes minúsculas narrativas em um só suspiro. Algumas são realmente tão curtas que é realmente difícil precisar inspirar mais de uma ou duas vezes enquanto os lemos. Portanto, diminua as luzes, prenda a respiração e boas leituras!

Quem tiver ideias de novos micro contos de terror, envie para nós pelos comentários no Facebook, talvez assim possamos publicar uma lista com as criações de vocês, leitores!

 

 

“Ela segurava a mão dele o tempo todo. O resto do corpo dele ela guardava no porta-malas.”

“A sombra dele cobre quase metade da sala ao entardecer. Mesmo depois de ele já ter morrido.”

 

“Julie adorava brincar de bonecas a tarde toda. À noite, as bonecas brincavam com ela.”

 

“O reflexo da lua no lago era algo admirável. O estranho era ele continuar na água mesmo em noites nubladas, quando a luz parece vir de dentro d’água.”

 

“O vizinho, certo dia, parecia alto demais, a cabeça dele nunca antes fora visível acima da cerca. Até que vi duas mãos segurando o pescoço e a cabeça foi atirada no meu quintal.”





 

“Ele disse que não queria deixar de olhar nos olhos dela jamais. Cumpriu sua promessa, guardando os olhos da moça em um pote na geladeira depois que ela morreu.”

 

“Sorri para o espelho, animada ao experimentar um chapéu novo. Porém, o reflexo não sorriu, ficou completamente sério.”

 

“Acordei no meio da madrugada. Ao me sentar na cama, notei que eu continuava deitado dormindo.”

 

“Certa noite, sonhei que mordia fora os dedos de uma pessoa. Acordei engasgando e cuspi um polegar.”

“Todas as noites sonho que estou preso em um caixão, a cada noite sinto que entro em um estado de decomposição mais avançado. Já não sei mais se meus dias são improváveis sonhos de um morto ou se só tenho um pesadelo recorrente demais.”