4 livros para entrar no mundo da filosofia por Clóvis de Barros Filho

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O mundo da filosofia pode parecer misterioso em um primeiro olhar. A arte de pensar é, muitas vezes, vista como difícil, para poucos e isto, de certa forma, espanta muita gente. Entretanto, é possível, aos poucos, se chegar mais perto e penetrar nos pequenos mistérios que a filosofia guarda. No mundo contemporâneo, muitos filósofos têm tornado esta sua tarefa de vida: transformar a arte de pensar numa coisa pública, mais acessível, que possa adentrar as casas e as mentes e, assim, quem sabe, tornar o mundo melhor. Um exemplo, é o caso de Clóvis de Barros Filho, entre o pop e a filosofia, entre o showman e o pensamento nietschiano, Clóvis tem transformado a filosofia uma coisa não para um, mas para muitos!

Em um vídeo (ao final da matéria), para o canal Sobre Filosofia, ele indica 4 livros introdutórios para quem quer conhecer o mundo misterioso da filosofia. Confira:

1- Convite à filosofia, de Marilena Chauí

Um exercício do pensamento, que fomenta a reflexão crítica e lança um facho de luz sobre questões do dia-a-dia, realçando seu caráter histórico e ampliando os horizontes do leitor – eis o alcance deste livro. Convite à Filosofia é uma obra que utiliza o próprio instrumental filosófico para atualizar conceitos e fazer uma releitura dialética do mundo por uma das mais consistentes intelectuais do país. De suas páginas emergem os grandes temas da discussão filosófica, como Razão, Verdade, Conhecimento, Ciência, Ética, Política, Arte, Técnica, Religião, Metafísica, História, Lógica.

2- Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder

O Mundo de Sofia

Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.
O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de “lição” em “lição”, o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental – dos pré-socráticos aos pós-modernos – , ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo surpreendente.

3- Aprender a viver, de Luc Ferry

Um dos mais polêmicos pensadores da França, Luc Ferry apresenta o essencial da filosofia em linguagem acessível para leigos, mostrando como a sabedoria pode ser o caminho para uma vida melhor O que é a filosofia? Para que ela serve? Durante uma viagem de férias, amigos propuseram ao ex-ministro de Educação da França Luc Ferry que improvisasse um curso no qual respondesse a estas perguntas de forma clara e acessível para pais e filhos leigos no assunto. Sem tempo de recorrer a nenhuma bibliografia, o filósofo viu-se obrigado a ir diretamente ao essencial, sem utilizar palavras complicadas, citações eruditas ou teorias desconhecidas dos ouvintes. No decorrer das aulas, Ferry percebeu que não existia nas livrarias nada equivalente ao curso que estava construindo. Resultado daquelas reuniões amigáveis, Aprender a Viver é voltado para dois públicos: adultos que querem entender a filosofia, mas que não necessariamente pretendem se tornar experts no assunto; e jovens que desejam estudá-la a fundo, e procuram um bom embasamento.

4- A felicidade desesperadamente, de André Comte-Sponville

A felicidade, desesperadamente

Como eu seria feliz se fosse feliz! Esta fórmula de Woody Allen talvez diga o essencial – estamos separados da felicidade pela própria esperança que a persegue. A sabedoria, ao contrário, seria viver de verdade, em vez de esperar viver. É aí que encontramos as lições de Epicuro, dos estóicos, de Spinoza ou, no Oriente, de Buda. Só teremos felicidade à proporção da desesperança que seremos capazes de atravessar. A sabedoria é isso mesmo – a felicidade, desesperadamente. Se a filosofia não nos ajuda a ser felizes, ou a ser menos infelizes, para que serve a filosofia? Transcrição de conferência pronunciada por Comte-Sponville em 1999, A felicidade, desesperadamente trata justamente do que o seu título sugere – da felicidade. O autor tenta reatar com a tradição filosófica que faz que a filosofia seja, etimológica e conceitualmente, o amor à sabedoria.

 





Veja o vídeo:

Sinopses retirados do site Skoob.