30 grandes mulheres da literatura ganham nova edição de seus livros. Conheça cada uma delas!

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Preparem os corações porque, na semana que vem, 30 escritoras nacionais e internacionais irão ganhar uma nova edição de uma de suas principais obras. A coleção, que será lançada no dia 20/08/17, é da Folha e se chama “Mulheres na Literatura”. Como as coleções anteriores, será possível adquirir os exemplares em bancas de jornais. A ideia da coleção é trazer 30 diferentes pontos de vista sobre a existência, vistos a partir destas incríveis mulheres escritoras.

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Confira, abaixo, quais são os 30 livros selecionados pela coleção e conheça um pouco mais sobre cada obra* (além de dar uma espiada nas capas sensacionais!):

1- Clarice Lispector, Perto do Coração Selvagem

 

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A amoralidade diante da maldade. O instinto na condução da trama, com uma certa dose de automartírio. A história de Joana — não a Virgem d’Orleans, mas a personagem de Clarice Lispector nesta obra de estréia, marcou a ficção brasileira em 1944. A narrativa inovadora (ainda hoje) provocou frisson nos círculos literários. A técnica de Clarice Lispector funde subjetividade com objetividade, alterna os focos literários e o tempo cronológico dá lugar ao psicológico (o presente entremeado ao intermitente flashback).A leitura é caleidoscópica. A protagonista ora tem uma cor, ora outra, conforme o momento (“real” ou onírico). As cores dançam no enredo misturado ao cenário e às sensações da menina-mulher-amante. Joana desfila na vida dos outros personagens, destilando o veneno de víbora, instilado com ironia e respostas cruéis diante dos fatos. A leitura também é lúdica, quando o leitor tenta adivinhar o que a autora preparou páginas adiante e se surpreende com o que presencia. O livro, como os demais títulos de Clarice Lispector relançados pela Rocco, recebeu novo tratamento gráfico e passou por rigorosa revisão de texto, feita pela especialista em crítica textual Marlene Gomes Mendes, baseada em sua primeira edição.

2- Emily Dickinson, Poemas Escolhidos

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Foi somente após a morte de Emily Dickinson (1830-1886) que sua família descobriu os 1.775 poemas que compõem a totalidade da sua obra. Apenas uns poucos haviam sido publicados durante a vida da poeta, em periódicos. São poemas ora de indizível leveza, sobre pequenas coisas do dia-a-dia e a fluidez do tempo, ora composições mais pesadas, que tratam da morte e de tensões psicológicas. Dickinson, verdadeiro espírito livre, pensa e expressa estes versos – muitos dos quais inéditos no Brasil – com sua peculiar sensibilidade que transforma em beleza trágica a brevidade da vida.

3- Isabel Allende, A Casa dos Espíritos

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Bestseller internacional considerado pela crítica um clássico da literatura latino-americana, “A Casa dos Espíritos”, romance transcendental de Isabel Allende, conta a saga da turbulenta e numerosa família Trueba, do Chile, com o seu patriarca angustiado e suas mulheres clarividentes. Trata-se de uma narrativa vertiginosa que se alimenta de si mesma e parece tender ao infinito. É no seu desfecho que se alcança o efeito trágico da obra cujo limite não é o esgotamento das narrativas, mas um golpe de Estado que metamorfoseia as narrativas em sangue nas sarjetas e as palavras em silêncio. Num panorama da história chilena que vai de 1905 a 1975, desfilam personagens como Esteban Trueba, latifundiário e senador; Clara, sua mulher clarividente e Alba, sua neta, jovem, socialista e, portanto adversária do patriarca e de seus cúmplices.

4- Simone de Beauvoir, Mal-entendido em Moscou

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André e Nicole, dois professores universitários aposentados que sentem o peso da idade, viajam para a União Soviética pela segunda vez na vida. Lá, encontram a filha do primeiro casamento de André, Macha, uma mulher decidida que vive na grande experiência do socialismo do século XX. Assim, inicia-se uma série de mal-entendidos relacionados a questões individuais e coletivas – a não comunicação, a ideia de envelhecer, o amor de longa data, o papel e a identidade da mulher, as expectativas políticas etc.

Mal-entendido em Moscou, que se vale das experiências de Simone de Beauvoir e de seu marido, Jean-Paul Sartre, em viagem à União Soviética, é um tocante relato sobre decepções políticas e sentimentais que lançam uma luz sobre a singularidade de nossa existência.

5- Virginia Woolf, Cenas Londrinas

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“Cenas Londrinas” compila seis crônicas (uma delas descoberta somente em 2005, na biblioteca da Universidade de Sussex, e nunca antes publicada em livro), nas quais Virginia Woolf confirma sua paixão por Londres. Escritos entre 1931 e 1932, são textos que, para Ivo Barroso, que assina a apresentação, conseguem “dar ao leitor a visão de um microcosmo representativo de toda uma nacionalidade”. A obra integra a coleção Sabor Literário (cujo ícone é um cerejinha, o toque especial), que apresenta aos leitores textos inéditos ou pouco conhecidos de grandes escritores.

6- Jane Austen, Persuasão

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O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. “Persuasão” é amplamente apreciado como uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude. O romance também é um apanágio ao homem de iniciativa, através do personagem do capitão Frederick Wentworth que parte de uma origem humilde e que alcança influência e status pela força de seus méritos e não através de herança.

7- Jeannette Walls, O Castelo de Vidro

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Em O castelo de vidro, Jeanette Walls escreve as memórias de sua família boêmia, errante, atípica e inconformista. Talvez herdeiros do espírito libertário dos beats, ou da rebeldia dos anos sessenta, os pais de Walls enveredariam por um verdadeiro périplo por dezenas de cidades americanas, chegando mesmo a viver nas ruas, como sem-teto. Avessos aos trabalhos regulares, o pai vivendo de expedientes, a mãe, uma pintora amadora e amante das artes, muitas vezes as memórias de Walls revelam momentos em que a fome e o desespero parecem intoleráveis. No entanto, com seu estilo vigoroso e direto, ela nunca apela para as explicações de cunho psicanalítico ou social, e escapa do sentimentalismo banal.




8- Lya Luft, Perdas e Ganhos

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Num misto de ensaio e memórias, em Perdas e Ganhos versão de bolso, Lya retoma diversos temas de O rio do meio — livro publicado em 1996, vencedor do prêmio de melhor livro da Associação Paulista de Críticos de Arte. Considera o ser humano ao mesmo tempo bom e capaz, fútil, medíocre e até cruel. Embarcado numa vida que é um dom, um mistério, e uma conquista a cada momento. Lya acredita que “a felicidade é possível, que não existe só desencontro e traição, mas ternura, amizade, compaixão, ética e delicadeza.” Sobre isso dialoga, aqui, com seu leitor.

Entre alegrias, descobertas, decepções e buscas, em Perdas e Ganhos — livro inédito desde as memórias de infância Mar de dentro, publicado em 2002 — a autora busca dar um testemunho pessoal sobre a experiência do amadurecimento. Convoca o leitor para ser seu amigo imaginário: cúmplice e companheiro de reflexões que vão da infância à solidão e à morte, ao valor da vida e à transcendência de tudo. Lya divaga, discute e versa, com ímpeto, compaixão, e muitas vezes bom humor, sobre velhice, amor, infância, educação, família, liberdade, homens e mulheres, gente de verdade… e conclui que o tempo passa mas as emoções humanas não mudam, revelando que é preciso reaprender o que é ser feliz.

9- Herta Müller, Depressões

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Depressões (Niederungen), publicado em 1982, é a obra de estreia de Herta Müller, romena de língua alemã hoje radicada em Berlim. O cenário destas histórias é o Banat, região limítrofe da Romênia com a Hungria e a Sérvia, onde se estabeleceram colonos alemães desde fins do século XVII.
Uma jovem narra uma crônica de aldeia: a vida cotidiana de sua família, numa comunidade fechada que parece viver nos confins do mundo. A época retratada vai desde o fim da Segunda Guerra Mundial até os anos 1980, quando o país vivia dentro dos parâmetros do socialismo, com cooperativas voltadas para o cultivo de milho e a criação de gado.

A atmosfera social é caracterizada pela ausência de amor, de alegria e de esperança. As crianças são educadas por meio de constante repressão e bofetadas. O convívio entre pai e mãe é tenso e rude. Ele costuma se embriagar, a espanca e a trai com outra mulher. Ela se refugia no choro. Os indivíduos e a coletividade em volta passam seus dias na rotina. Viver para eles é envelhecer, adoecer e esperar a morte. A percepção desse cotidiano desiludido é de uma concretude e precisão que lembram o estilo de Kafka. Depressões não foi escrito para quem procura consolo ou palavras edificantes. Este livro encara um cotidiano vazio e sempre igual, que os nossos programas midiáticos de diversão fazem de conta que não existe.

10- Rachel de Queiroz, Dôra, Doralina

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Com “Dôra Doralina”, Rachel une o Nordeste ao Rio, e é exatamente nessa união que surge o romance de amor. Sem ser um romance policial, a obra registra uma realidade regional que termina por nos inserir no quadro histórico da formação brasileira . A história de amor que une Dôra ao Comandante, sem sacrificar os personagens menores nos envolve e suas presenças completam a galeria dos que se destacam não apenas neste romance, mas em toda a obra de Rachel. A romancista conferiu a Dôra uma sensível dimensão humana, quando a vemosvivendo, amando, sofrendo, como símbolo e imagem de nossa própria condição. São duas personalidades que fascinam – das Dores. Maria das Dores e o seu comandante. Aqui está o amor como liberdade. Liberdade é a paixão da obra de Rachel.

11- Agatha Christie, E Não Sobrou Nenhum

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Uma ilha misteriosa, um poema infantil, dez soldadinhos de porcelana e muito suspense são os ingredientes com que Agatha Christie constrói seu romance mais importante. Na ilha do Soldado, antiga propriedade de um milionário norte-americano, dez pessoas sem nenhuma ligação aparente são confrontadas por uma voz misteriosa com fatos marcantes de seus passados.

Convidados pelo misterioso mr. Owen, nenhum dos presentes tem muita certeza de por que estão ali, a despeito de conjecturas pouco convincentes que os leva a crer que passariam um agradável período de descanso em mordomia. Entretanto, já na primeira noite, o mistério e o suspense se abatem sobre eles e, num instante, todos são suspeitos, todos são vítimas e todos são culpados.

É neste clima de tensão e desconforto que as mortes inexplicáveis começam e, sem comunicação com o continente devido a uma forte tempestade, a estadia transforma-se em um pesadelo. Todos se perguntam: quem é o misterioso anfitrião, mr. Owen? Existe mais alguém na ilha? O assassino pode ser um dos convidados? Que mente ardilosa teria preparado um crime tão complexo? E, sobretudo, por quê?

São essas e outras perguntas que o leitor será desafiado a resolver neste fabuloso romance de Agatha Christie, que envolve os espíritos mais perspicazes num complexo emaranhado de situações, lembranças e acusações na busca deste sagaz assassino. Medo, confinamento e angústia: que o leitor descubra por si mesmo porque E não sobrou nenhum foi eleito o melhor romance policial de todos os tempos.

12- Nélida Piñon, Vozes do Deserto

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Neste livro, Nélida Piñon nos revela a mulher oculta por trás do mito da mais famosa narradora da literatura oriental – Scherezade. Contando suas histórias ao Califa, ela o entreteve por mil e uma noites, utilizando o poder mágico da fábula contra a opressão tirânica do soberano.

13- Mary Shelley, Frankenstein

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A princípio, tratava-se de um pequeno conto sobre um jovem estudante suíço que ambicionava criar um ser ideal, injetando vida a um corpo morto. Mais tarde, transformado em romance, tornou-se um marco na literatura do gênero. Frankenstein ou o Moderno Prometeu (Frankenstein; or the Modern Prometheus, no original em inglês), mais conhecido simplesmente por Frankenstein, é um romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre 1816 e 1817, e a obra foi primeiramente publicada em 1818, sem crédito para a autora na primeira edição. Atualmente costuma-se considerar a versão revisada da terceira edição do livro, publicada em 1831, como a definitiva. O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo gênero de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental.

14- Fannie Flagg, Tomates Verdes Fritos

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Tomates verdes fritos é um livro surpreendente. A carga de emoção propositada pelas incríveis personagens, já transportadas para o cinema, é incontestável. Fannie Flagg, à autora, fez uma mistura perfeita, juntando Idgie, uma moça rebelde, a doce Ruth, Evelyn uma mulher de meia idade e a Sra. Threadgoode, que vivia em um asilo. Neste livro de final surpreendente, temos a valorização da amizade, sentimentos, amor – vida!

15- Madame de Lafayette, A Princesa de Clèves

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A Princesa de Clèves se casa com um homem que respeita, mas não ama, apaixona-se perdidamente pelo Príncipe de Nemours. Ele, que é o mais belo de todos os que habitam a Corte do Rei Henrique II da França, também se apaixona e passa a assediá-la constantemente, fazendo com que ela se dilacere entre a paixão e a necessidade de honrar e respeitar seu marido, que também a adora.

Escrito para amenizar os lutos recentes do duque de La Rochefoucauld, ‘A princesa de Clèves’ alia a ternura de seus propósitos à descrição inteligente e cuidadosa do século XVI francês. Uma paixão nobre, mas impossível: uma heroína lúcida e digna. Com esses poucos ingredientes, Mme. de Lafayette compõe uma tragédia de renúncia que não só deu seriedade ao romance – considerado na época um gênero menor – como se tornou clássica, por seu estilo elegante, ágil e preciso.

16- Maria Adelaide Amaral, Tarsila

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Tarsila nunca perdeu a disposição para ser feliz, mesmo frente às tragédias pessoais que a vida lhe impôs (como a perda da neta e da única filha). Tarsila do Amaral, grande artista do movimento modernista brasileiro, ressurge em todo o seu esplendor e sofisticação em “Tarsila”, de Maria Adelaide Amaral. Momentos cruciais da vida de Tarsila estão presentes na obra, como a conturbada paixão por Oswald de Andrade, as confidências junto a Mário de Andrade, as graves dificuldades financeiras trazidas pela crise de 29, a prisão em 1932, o estremecimento da relação com Anita Malfatti. Mas, sobretudo, a autora dá a conhecer a lucidez e dignidade que a transformaram em uma mulher à frente de seu tempo, encontrando na arte o impulso para a vida.

17- Florbela Espanca, Poemas

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Bíblia de iniciação amorosa, dicionário das vicissitudes da mulher, livro-de-horas da dor – assim é a poesia de Florbela Espanca. Dela emana um feitio insurrecto que tem escandalizado e encantado, desde 1930, seus leitores, quando apenas depois de morta, a poetisa se torna (afinal) conhecida.

18- Françoise Sagan, Bom Dia, Tristeza

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Na França pós-guerra, a jovem Cécile e seu pai viúvo Raymond aproveitam as férias numa agradável casa da Riviera. Após alguns anos em um colégio interno, essa é a primeira oportunidade que a adolescente tem para se aproximar do pai. Imediatamente ela se encanta pelo estilo de vida dele e, juntos, passam a desfrutar de uma rotina prazerosa e descompromissada. Quando Raymond resolve se casar com a conservadora madrinha de Cécile, a jovem percebe que está com a liberdade em jogo e decide pôr um fim ao casamento. Mas o plano toma um rumo inesperado, alterando tragicamente aquela vida confortável.

19- Katherine Mansfield, 15 contos escolhidos

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Coletânea de contos da notável escritora neozelandesa Katherine Mansfield Katherine Mansfield (1888-1923) tem sua obra estudada e aclamada até os dias de hoje. Nestes contos, publicados entre 1915 e 1922, encontram-se narrativas ousadas com personagens bem-construídos a partir de acontecimentos triviais e descrição apurada. Seu estilo único foi influenciado por nomes como Oscar Wilde e Anton Tchekhov. Considerada modernista, a escritora destaca temas como a desigualdade entre as classes, a posição da mulher na sociedade, o isolamento, a solidão e a transitoriedade da verdade. Katherine Mansfield foi inspiração para grandes nomes, como Clarice Lispector e Virginia Woolf. Eis uma excelente oportunidade para quem deseja conhecer seu estilo repleto de sutilezas, uma referência na escrita de histórias curtas e na representação de emoções secretas.

20- Thays Martinez, Minha Vida com Boris

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Numa manhã de maio de 2000, a advogada Thays Martinez e seu cachorro Boris saíram de casa para fazer história. Recém-chegados dos Estados Unidos, os dois tiveram a entrada barrada numa estação de metrô. Motivo: animais não eram permitidos nas instalações da Companhia do Metropolitano de São Paulo. E os funcionários da estação não se dobraram nem mesmo ao argumento de que cães-guia são instrumentos de acessibilidade e autonomia para pessoas com deficiência visual como Thays, cega desde os quatro anos. Thays, então, moveu uma ação judicial contra o Metrô e, seis anos depois, conquistou uma histórica vitória no Tribunal de Justiça de São Paulo, fazendo a própria defesa com Boris a seu lado. Antes mesmo da decisão judicial que permitiu o acesso de cães-guia ao Metrô da maior metrópole do país, o caso de Thays e Boris já havia inspirado a aprovação de duas leis — uma estadual, em 2001, e outra federal, em 2005 — que garantem o acesso de cães-guia a todo e qualquer local público e privado de uso coletivo. A dupla também ficou conhecida graças às várias reportagens de que foi tema após o incidente, e Boris ainda foi alçado à condição de herói da inclusão e da acessibilidade. Mas a obra vai muito além da narrativa de um triunfo da cidadania. No vibrante resgate de suas memórias, Thays aborda, sobretudo, sua profunda amizade com Boris, uma conexão baseada em confiança e cumplicidade que deixa como legado uma comovente história de afeto para além da vida.

21- Emily Brontë, O Morro dos Ventos Uivantes

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Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”, diz a apaixonada Cathy.

O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos, O Morro dos Ventos Uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas.

22- Louisa May Alcott, Mulherzinhas

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Mulherzinhas nos convida à inteligência, que hoje está fugindo, à juventude perene desses jovens do século XIX, cujas aspirações essenciais podem ser reconhecidas nos jovens de sempre. Livro clássico para ser lido e guardado. Com ele a avó presentear a neta, a mãe a filha, todos se presentearem mutuamente, amigos a amigos, com essas adoráveis mulheres.

23- Anna Gavalda, Eu a Amava

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Os amores perdidos são o tema do primeiro romance da escritora francesa Anna Gavalda. Eu a Amava virou coqueluche na França e já foi traduzido para 21 idiomas, um tratado sobre orgulho, admiração, as falsas aparências e, é claro, o amor. Milhares de exemplares vendidos falando sobre vulnerabilidade, o peso da educação, indecisão e a falta de coragem que leva alguns a preferir ser espectadores da própria vida.

24- Thirty Umrigar, A Distância entre Nós

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Bombaim, Índia. Duas mulheres. Duas vidas. Dois destinos que poderiam ser um só. Sera e Bhima estão indiscutivelmente ligadas, seja pelo silêncio ou pela cumplicidade. Mas ao mesmo tempo estão distantes, separadas por uma fronteira intransponível. Como se o fio que as une não fosse forte o suficiente para agüentar uma descarga elétrica, força que parece definir a sorte e a tragédia da patroa e da empregada. Duas vidas marcadas pela decepção, enganadas pela traição, sujeitas a uma sociedade cruel cuja voz berra e marca a fogo a existência dessas mulheres. A Distância Entre Nós é um romance avassalador, envolvente, intenso. Você não conseguirá parar de lê-lo, e não será o mesmo quando alcançar a última pagina. Acredite.

25- Alice Munro, Fugitiva

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Vencedora do Nobel de Literatura de 2013, Alice Munro apresenta em Fugitiva as obscuras e frágeis fundações de relacionamentos, de descobertas juvenis ou tardias, de enfrentamento ou aceitação de mistérios no universo feminino. As mulheres de Munro, e especialmente neste livro, se encontram em constante questionamento: a idade, o trágico e o belo de correr atrás de um homem que acaba-se de encontrar no trem, a insegurança e o desejo em forças opostas na relação entre marido e esposa.

Cada conto se desdobra em movimentos que geram uma reação inesperada, como nas histórias de ninar, em que tudo reside calmamente até que surge o elemento desequilibrador. Que, mais do que pôr a própria narrativa em xeque, deixam cada personagem fora de órbita, atraídos e repelidos por forças que nem eles, tampouco o narrador, sabem a origem. O cenário, apesar de ser sempre o do norte canadense, se transporta para aquela esfera universal que faz de uma obra literária um clássico atemporal.

26- Edith Wharton, A Época da Inocência

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No descompasso entre seus desígnios juvenis e as rígidas regras do Bom Gosto e do Bom Tom que balizam a velha Nova York no fim do século XIX, está o abastado advogado Newland Archer. Prestes a se casar com a inocente May Welland, ele conhece a prima de sua noiva, a condessa Olenska. Apaixonado por ela e exasperado pelas restrições do mundo a que pertence, Archer vagará em busca da verdadeira felicidade ao mesmo tempo que procura amadurecer, imerso nas tradições que se vê obrigado a seguir.

27- Wendy Holden, Os Bebês de Auschwitz

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Em 1944, Priska, Rachel e Hanka chegaram a Auschwitz determinadas a sobreviver e a defender a vida dos bebês que levavam em seus ventres. Em Os bebês de Auschwitz, Wendy Holden narra as histórias dessas jovens judias que resistiram bravamente ao horror dos campos de concentração e aos trabalhos forçados na esperança de conhecerem seus filhos. Além de investigar o passado, Holden acompanhou o reencontro de Eva, Mark e Hana, os três sobreviventes nascidos dentro das instalações nazistas.

Holden equilibra a pesquisa rigorosa e a escrita sensível para reconstituir as vidas de Priska, Rachel e Anka antes de 1938, quando Hitler começou a impor restrições aos judeus. Entre o medo do avanço Reich e a esperança pelo fim da guerra, essas mulheres viveram seus primeiros amores, se casaram e sonharam com o futuro de suas famílias apesar do futuro sombrio que se desenhava.

Priska e Tibor, Rachel e Monik, e Hanka e Bernd fizeram tudo ao seu alcance para permanecerem juntos, mas com a deportação para Auschwitz-Birkenau os casais foram separados. Cada uma das mulheres se viu responsável por lutar por sua vida e pela de seu bebê. Elas receberam caridades inesperadas, foram vistas com desconfiança e testemunharam o melhor e pior do que o ser humano é capaz.

Wendy Holden recorreu a entrevistas, cartas e diários, criando um relato comovente, que detalha a eficiência com a qual os nazistas exterminaram milhares de judeus e mostra como pequenos gestos de solidariedade permitiram que várias vidas fossem salvas. Mais que um relato sobre o horror da guerra, Os bebês de Auschwitz é narrativa impressionante sobre o amor materno, a persistência, a coragem e a gratidão.

28- Charlotte Brontë, Jane Eyre

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Jane Eyre é uma menina órfã que vive com sua tia, a sra. Reed, e seus primos, que sempre a maltratam. Até que, cansada do convívio forçado com a sobrinha de seu falecido esposo, a mulher envia Jane a um colégio para moças, onde ela cresce e se torna professora. Com o tempo, cresce nela a vontade de expandir seus horizontes. Ela põe um anúncio no jornal em busca de trabalho como governanta. O anúncio é respondido pela senhora Fairfax, e Jane parte do colégio para trabalhar em Thornfield Hall. Lá, ela conhece seu patrão, o sr. Rochester, um homem brusco e sombrio, por quem se apaixona. Mas um grande segredo do passado se interpõe entre eles.

29- Jhumpa Lahiri, Aguapés

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Neste novo país enorme, parecia não haver lugar para o país anterior. Não havia nenhuma ligação entre os dois; a única ligação era ele. Aqui a vida deixava de tolhê-lo ou de atacá-lo. Aqui a humanidade não estava sempre empurrando, forçando, correndo como que perseguida por um fogaréu. Dificilmente outras palavras narrariam tão bem a sensação de estar em outro país, o choque cultural, a memória longe, em casa. E o que é uma casa afinal? É onde está o coração? Essas e outras questões são postas a exame no novo romance de Jhumpa Lahiri, Aguapés, finalista do Man Booker Prizer e do National Book Award de 2013.

Lahiri amplia o terreno de sua ficção nesta história que se passa tanto na Índia como nos Estados Unidos, com os ingredientes das tradições ocidental e oriental: a jornada de dois irmãos rumo ao desconhecido, ao risco, os conflitos de uma mulher ainda presa ao passado e o aspecto político de um país no caos de uma revolução.

Pelas aventuras e escolhas de Subhash e Udayan Mitra, um nos Estados Unidos e outro na Índia, acompanhamos o quanto a perspectiva pessoal e subjetiva desses dois irmãos ecoa em uma base histórica, da fundação da Índia como um todo e de sua relação com os ingleses e com a língua inglesa, em que as geografias são reatualizadas a cada instante. Exílio, retorno e destino, temas fundadores da literatura clássica, passam por reavaliação em Aguapés, em um processo de descobertas pessoais e paixões de seus personagens e da própria narrativa, que nos conta tudo com uma voz suave e comovente.

30- Agustina Bessa-Luís, A Sibila

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No norte de Portugal, em finais do século dezanove, na propriedade da Vessada, há já muito tempo que são as mulheres que, perante a indolência e os sonhos de evasão que os homens alimentam, asseguram como podem a gestão da propriedade. Quina era uma adolescente franzina e inculta, que desde cedo participava nos trabalhos do campo ao lado dos trabalhadores, em contraste com os seus irmãos e a sua irmã que pretendem escapar ao meio rural. Com a morte do pai, com a propriedade quase em abandono, Quina passa a ter que ter uma ainda maior responsabilidade na administração da mesma.

Graças ao seu esforço a todos os níveis, começa a acumular de novo a riqueza que seu pai desperdiçara, o que lhe vale a admiração da sociedade. Quina era uma pessoa lúcida, astuta e sempre em demandas, o que faz com que esta se torne conhecida por Sibila… Romance com que se confirmou o lugar da autora na ficção portuguesa contemporânea, graças ao mundo romanesco, profético, fragmentário e complexo que soube construir. Este romance ganhou em 1953 e 1954, respectivamente, os Prémios Delfim Guimarães e Eça de Queiroz.

*Sinopses retiradas do Skoob.