5 méritos da 2ª temporada de Stranger Things (ou Por que dar uma chance à série)

Listas, Sem categoria, Séries, Televisão

Esse post contém mínimos spoilers da segunda temporada

A 2ª temporada de Stranger Things, lançada na Netflix no dia 27 de outubro, é um presente para um amante dos anos 80. Desde a estreia da série, em julho de 2016, as referências nostálgicas semeadas pelos irmãos Duffer foram mais do que apreciadas: tem registrada no Rotten Tomatoes uma aprovação de 95% dos críticos e seu elenco já recebeu o Prêmio do Sindicato dos Atores na categoria “Melhor elenco em série dramática”. Não menos importante, cada episódio da segunda temporada foi visto por cerca de 4 milhões de norte-americanas nos três dias seguintes ao seu lançamento na plataforma. Todos esses fatores só indicam a excelência alcançada pela equipe de produção e seu carismático elenco, composto principalmente por jovens atores. Caso você não tenha conseguido passar dos primeiros episódios da série, que tal conferir os 5 motivos que separamos para dar aquela famosa chance?

1- A trilha sonora ainda mais característica

Podemos começar por um dos pontos altos da série e dessa temporada. Se você não se deixou convencer pela trilha da primeira, dê uma chance para as pérolas da segunda temporada, que conta com faixas para agradar todos os gostos: Scorpions, Queen, The Clash (e, não, não só Shurastei ô Shuraigou), Donna Summer, The Romantics, Cyndi Lauper e The Police. E muitas mais, meticulosamente arranjadas nas cenas escolhidas. Uma boa trilha sonora é reconhecida não apenas pela qualidade de suas músicas, mas quando somos capazes de lembrar o exato momento em que uma música toca, quando a memória da cena é indissociável de seu fundo musical. E a segunda temporada apresenta exatamente esse mérito, o de reforçar ainda mais o valor desses hinos dos anos 80. Você pode conferir aqui uma playlist do Spotify com as faixas mais memoráveis dos últimos episódios.

2- Mais referências! Referências por toda parte

A primeira temporada já havia sido glorificada pela sua ode a clássicos dos anos 80 como Alien, E.T. – O Extraterrestre, It – A Coisa e Os Goonies (e muitos outros, convenhamos). A segunda, sem decepcionar, não apenas mergulhou ainda mais na cultura como trouxe outras referências: o “grupo” composto pelos amigos Mike, Will, Lucas e Dustin se vestem de caça-fantasmas para o Halloween, O Exterminador do Futuro pode ser assistido no cinema de Hawkins, Eleven tem sua experiência à la Luke Skywalker e Yoda em Star Wars: O Império Contra-Ataca no episódio 7 e Will, o menino sumido na primeira temporada, agora sofre os efeitos de um quase-exorcismo como no filme de William Peter Blatty. Sobrou até para o laquê da Farrah Fawcett. Assistir Stranger Things é, mais do que uma boa experiência sci-fi, um mergulho na cultura desse período feito à medida do século XXI.

3- Os novos (e interessantes) personagens

O elenco de Stranger Things já recebeu o prêmio do Sindicato dos Atores por sua dinâmica inigualável, que reúne veteranos como Winona Ryder e David Harbour e atores mirins com tanto talento que nem cabem neles. Na nova etapa da série, outros personagens chegam para ganhar um espaço importante na trama: Max, uma nova aluna da escola de Hawkins que atrai a atenção do quarteto principal por suas habilidades em Dig Dug; Billy, seu irmão abusivo que não aprova suas novas amizades; Kali, uma antiga interna do laboratório de Hawkins com poderes tão incríveis quanto os de Eleven; e Bob, namorado de Joyce (Winona Ryder), cuja amorosidade e heroísmo são capazes de emocionar até uma pedra.

4- A redenção de Steve Harrington

A intenção é não dar muitos spoilers, mas para quem assistiu a primeira temporada e já formou totalmente seu julgamento em relação ao namorado de Nancy, Steve Harrington, pode se surpreender. O personagem, que poderia muito bem cair no saturado estereótipo do garoto popular e atlético, eventualmente arrogante e desinteressado, provou seu valor na nova temporada: não é somente um adolescente responsável (e a melhor babá de todas) como também uma pessoa madura, que respeita as decisões alheias sem a infantilidade de antigamente. Desenvolvimento de personagem verossimilhante, check.

5- A atuação fenomenal de Noah Schnapp

Will Byers foi, desde o início da série, o personagem que mais sofreu. Na primeira temporada, foi abduzido por um monstro e levado à realidade alternativa do Mundo Invertido – e, apesar de conseguir voltar para casa, agora possui uma conexão inabalável com esse universo. Na segunda temporada, que se inicia um ano após seu evento traumático, Will finalmente recebe o espaço merecido de protagonista e passa por bocados ainda piores. Das sequências mais leves de começo de temporada até algumas muito similares ao filme O Exorcista, o intérprete de Will, Noah Schnapp, de 13 anos, surpreendeu com sua maturidade artística que explorou momentos dramáticos diversos.

Se quiser ler mais comentários sobre a segunda temporada da série, clique AQUI!