Para além das biografias: a neurodiversidade na ficção em 11 livros

Listas, Matérias Literárias, Romance

Que a literatura permite um mergulho profundo na mente de um determinado personagem, todos já sabem. As narrativas são grandes facilitadoras da empatia. Aproximam uma realidade fictícia da nossa própria, e de uma maneira tão verossímil, que conseguem parecer ainda mais palpáveis do que nosso “mundo real”. É dessa forma que os romances com personagens neurodivergentes – ou seja, que apresentem condições cognitivas atípicas – são tão importantes: personagens com um desenvolvimento neurológico diferente, como os transtornos do Espectro Autista (TEA), a bipolaridade, a esquizofrenia  e dislexia, permitem uma visão muito característica de fatos. O que não significa que são extraordinárias.

O NotaTerapia selecionou 11 títulos publicados no Brasil cujos personagens centrais se destacam por suas mentes divergentes:

1- O estranho caso do cachorro morto, de Mark Haddon

Christopher Boone tem 15 anos e, após encontrar o cachorro da vizinha, Wellington, morto no quintal, é acusado de assassinato e preso. Adolescente com síndrome de Asperger, transtorno do espectro autista, Boone define seu cérebro como um computador com grande memória fotográfica e capaz de resolver complicadas equações matemáticas – mas com nenhuma habilidade para lidar com emoções ou pessoas. Depois de uma noite na cadeira, ele se inspira no seu personagem favorito, Sherlock Holmes, para investigar a morte de Wellington e escreve um livro com suas investigações.

2- Passarinha, de Kathryn Erskine

Caitlin é uma pré-adolescente que vê o mundo como preto no branco. Tudo é bom ou ruim para ela, e as coisas que se encontram entre um ou outro não conseguem ser assimiladas. Sendo uma jovem autista, Caitlin nunca foi facilmente compreendida pela sua família ou pelos seus colegas na escola – só seu irmão, Devon, realmente se esforçava para compreendê-la. Um dia, Devon morre, deixando sua família desolada.  Ela se volta, portanto, para os livros e dicionários, os quais considera exatos e lógicos. Ao ler a definição de “desfecho” no dicionário, se vê determinada a alcançá-lo ao lado de seu pai – e percebe o colorido do mundo.

3- Uma história de amor e TOC, de Corey Ann Haydu

“Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de… garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor… e TOC.”

Fonte: http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=28643

4- O menino feito de blocos, Keith Stuart

Alex mal poderia imaginar que um jogo mudaria sua relação com o filho autista, Sam. Por nunca conseguir se conectar com ele, sendo um pai ausente, Alex e sua mulher, Jody, se separam. Agora um pai de meio-expediente, Alex desenterra segredos de família ao mesmo tempo em que seu filho inicia uma jornada pessoal no Minecraft.

5- Gonzos e parafusos, de Paula Parisot

“Uma mulher pode ser pintada de várias formas. Uma mesma pintura pode ser vista por vários ângulos. Isabela é uma mulher como uma pintura de Klimt. Ou seria de Schiele? Ao mesmo tempo linda e grotesca. Uma jovem psicanalista no limite da esquizofrenia, confundindo seus pacientes com personagens, tentando delimitar as fronteiras de seu próprio ser e arrastando-se por um cotidiano frágil no qual cada suspiro é um sufoco. Vive um triângulo amoroso sem amor. Trata da loucura como um efeito colateral da vida. Revê o próprio passado com um desapego suicida, de quem não quer ser condenada à tragédia do dia a dia.”

Fonte: http://geral.leya.com.br/pt/romance/gonzos-e-parafusos-2/

6- Lua de larvas, de Sally Gardner

Esse romance distópico tem um protagonista disléxico com heterocromia, Standish Treadwell. Ele vive num país intitulado “Terra Mãe”, de governo autoritário – bem análogo ao nazismo – em que seus opositores são fortemente repreendidos. Quando seu amigo e vizinho Hector é raptado por representantes do regime, Standish decide que deve derrotar as forças opressoras de Terra Mãe ao lado de seu avô e um grupo de rebeldes.

7- Um mundo à parte, de Jodi Picoult

“Jacob Hunt é um adolescente com síndrome de Asperger, uma forma leve de autismo. Ele é péssimo para interpretar pistas sociais e se expressar diante dos outros e, como muitas pessoas com essa condição, tem fixação por um único tema — no caso dele, análise forense. Jacob vive aparecendo em cenas de crimes, graças ao rádio de polícia que tem em seu quarto, e dando conselhos aos policiais sobre o que fazer… Mas de repente sua pequena cidade é abalada por um assassinato terrível, e dessa vez é a polícia que vem atrás dele para fazer perguntas. Paira a dúvida que consome a todos: Será que Jacob cometeu homicídio?”

Fonte: http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=27861

8- Dançando sobre cacos de vidro, de Ka Hancock

O eixo rotacional do romance é o relacionamento entre Lucy Houston, uma mulher atormentada pela possibilidade agressiva de câncer de mama e Michael (Mickey) Chandler, que tem grave bipolaridade. Apesar das dificuldades que cada um enfrenta, decidem ficar juntos e construir um casamento. Lucy, porém, quase perde uma batalha contra o câncer e juntos decidem não ter filhos para não passar a herança genética adiante. No seu 11º aniversário, num exame de rotina de Lucy, são obrigados a redefinir as regras.

9- Com amor, Anthony, de Lisa Genova

Da mesma autora de Para sempre, Alice, o romance mergulha na mente de Anthony, um rapaz autista que odeia pronomes, mas ama o número 3 e balanços. A narrativa pelo ponto de vista de Anthony dá voz ao seu mundo interior, ao mesmo tempo em que sua condição de autista não-verbal o impede de verbalizá-lo. Sua voz, apesar de tudo, guiará duas mulheres em sua jornada para descobrir as verdades universais que unem a todos nós.

10 – O menino que via demônios, de Carolyn Jess-Cooke

“O romance conta a história de Alex, um garoto de 10 anos que, desde a morte do pai, tem como melhor amigo um demônio de nove mil anos. Após a tentativa de suicídio da mãe, Alex conhece Anya, uma psiquiatra infantil que sofre com a esquizofrenia da própria filha. Ao longo do tratamento de Alex, porém, Anya passa a questionar suas próprias certezas: seria ele esquizofrênico ou o garoto realmente é capaz de ver demônios?”

Fonte: https://www.skoob.com.br/o-menino-que-via-demonios-303042ed339535.html

11- O enigma da borboleta, de Kate Ellison

“Penelope “Lo” Martin não é uma adolescente comum. Pode-se dizer que ela é um tanto quanto excêntrica, pela sua dedicação por colecionar objetos bonitos. Mas, desde que Oren – seu irmão mais velho -, morreu, seu costume de juntar coisas passou de uma mania para uma obsessão potencialmente perigosa. E esse hábito vai colocá-la na cena de um assassinato. Mas dessa vez, Lo pode fazer algo para ajudar, algo que não pôde fazer por Oren: investigar! Lo estava no lugar errado, mas na hora certa. Sua mania de vagar pelos bairros afastados de Cleveland a colocou na cena de um crime. Ela ouviu tiros e o noticiários confirmaram: uma garota chamada Shappire foi assassinada em sua casa, a tiros, e não havia suspeitos. Mas Lo tinha um talismã, a borboleta de Shappire.”

Fonte: http://geral.leya.com.br/pt/romance/o-enigma-da-borboleta/

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