6 brilhantes citações e uma breve resenha de “Mansão Hollow” de Agatha Christie

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      Uma das mais famosas obras de Agatha Christie – conhecida como “rainha do crime” – ganhou uma adaptação cinematográfica recente. O filme com o mesmo título do livro “Assassinato no Expresso Oriente” contou com um elenco de renome e uma fotografia quase impecável. No clima de seus mistérios, apresentamos aqui uma breve resenha e os melhores trechos/frases de outra obra dela: A Mansão Hollow.

 

 


Hercule Poirot aparece quase como um coadjuvante da história, o que nos coloca em primeiro plano, como “detetives-leitores”. Agatha começa apresentando os personagens e narrando situações. Algumas corriqueiras e outras até filosóficas. Quase no meio do livro o assassinato nos é apresentado e Poirot finalmente aparece. Nessa história ele não é responsável pelo caso, mas está ligado a família da vítima indiretamente e esteve na cena do crime. Contudo, como um bom curioso, busca ligar fatos e chega a descobrir a verdade por seus próprios métodos. O livro tem um desfecho surpreendente e é muito rico em termos filosóficos e artísticos. Eis alguns trechos para aguçar a curiosidade:

“Tornara-se ainda mais lenta, seu olhar confuso tornara-se ainda mais vazio. Mas agora, quando diziam, impacientes, “Oh Gerda, como você é burra. Será que você não entende isso?”, ela era capaz, por trás de sua expessão vazia, de retirar algum conforto do seu segredo…Pois ela não era tão burra quanto pensavam. Muitas vezes, quando fingia entender, entendera mesmo. E muitas vezes, deliberadamente, usava maior lentidão em sua tarefa, qualquer que fosse, sorrindo para si mesma quando os dedos impacientes de alguém arrancavam de suas mãos. Pois reconfortante e agradável era o segredo de sua superioridade. Com alguma frequência, começou a se divertir um pouco. Sim, era divertido saber mais do que as pessoas pensavam que você sabia. Ser capaz de fazer uma coisa, mas não deixar que ninguém percebesse isso. E ainda tinha a vantagem, subitamente descoberta, de as pessoas geralmente fazerem as coisas por você.”

“Uma cena de crime, arranjada e encenada para enganar Hercule Poirot – e que realmente o enganara! Não, não era satisfatório.”

“Virou-se depressa, sendo homem de reações muito rápidas. Mas desta vez não fora rápido o bastante. Seus olhos se arregalaram de surpresa, mas não houve tempo para emitir um som.”

“E de repente, com um tremendo choque, com aquela sensação difusa como a de um filme fora de foco, Hercule Poirot percebeu que aquela encenação artificial tinha um quê de realidade.”

“[…] quando a gente quer uma coisa com tanta intensidade é preciso consegui-la. “

“Para a mente científica, a verdade vem em primeiro lugar. A verdade, por mais amarga que seja, pode ser aceita e tecida num padrão de vida.”