Zé Arnaldo Guima

14358710_1205930682781844_5542113316841266646_n Zé Arnaldo Guima é professor de língua portuguesa há mais de 30 anos. É também compositor. Adora futebol e palavras. Juntou-os, para uma tabelinha de sucesso, no seu dicionário.

OBRA:
Pequeno Dicionário de Futebolês – Tire suas dúvidas de letra
GÊNERO:
Lexicografia
ANO:
2016
SINOPSE:

Nosso craque polivalente Zé Arnaldo Guima, que é bom em letra(s) e em música e não é doente nem da cabeça nem do pé, nos brinda com este saboroso Dicionário, recheado de curiosidades ludopédicas e achados linguísticos. Com malemolência e gingado, o autor nos oferece aqui um tratamento objetivo e esmerado dos verbetes e das expressões idiomáticas que compõem a obra. Somos seus leitores torcedores, aplaudindo um trabalho que enriquece a galeria de obras lexicográficas sobre o futebol brasuca [sempre com S, é claro]. Observe-se também que a sigla do Dicionário é PDF – o leitor pode fazer umas embaixadas lexicais com isso, com muito orgulho, com muito amor! (Prof. Dr. Claudio Cezar Henriques, titular de Língua Portuguesa da UERJ)

COMPRE AQUI

CAPA:

LANÇAMENTO:

O lançamento de Pequeno Dicionário do Futebolês, de Zé Arnaldo Guima, acontece no dia 19 de abril de 2017 no Bistrô Multifoco, Rio de Janeiro.

This slideshow requires JavaScript.

ENTREVISTA:

1- De onde surgiu a inspiração para compilar tantos verbetes sobre o mundo do futebol? O trabalho que você despende para esta compilação parece indicar que há, entre você e o futebol, uma relação bastante afetuosa…
A inspiração para o Pequeno Dicionário do Futebolês veio do meu filho, Zeca, a quem, aliás, dedico o livro. Ele despertou para o futebol aos cinco anos e começou a me perguntar coisas sobre o jogo, sobretudo sobre as expressões curiosas que ouvia nas transmissões esportivas. Comecei a listar alguns termos, instigado pela curiosidade do Zeca e, quando vi, já tinha mais de cem num arquivo word. Resolvi, então, transformar o que era uma prática familiar lúdica num livro, e passei a colecionar palavras e frasismos típicos do futebol no ônibus, no metrô, na rua, no botequim.
2- Enquanto um dicionário, seu livro pode ser considerado informativo; ele pode, também, ser considerado um livro de curiosidades; pode, ainda, ser um livro histórico, na medida em que também faz um retrato da história do futebol… quais você diria que são as principais das muitas facetas desta obra?
O que mais chama a atenção na pesquisa que fiz é a incrível capacidade que a língua tem de se renovar diariamente. Uma esfera discursiva, como é o futebol, engloba termos e expressões próprios, assim como acontece no mundo da informática, da economia, da justiça, da medicina etc. Não busquei fazer no livro uma pesquisa histórica, ou etimológica dos termos. Apenas listei os termos que ouvi e li e apresentei os seus significados de forma leve e, pretensiosamente, bem humorada. Acho que a prateleira mais adequada ao Pequeno Dicionário do Futebolês é a das curiosidades. O meu dicionário é analógico, ou seja, reúne termos e expressões de um campo semântico e/ou esfera discursiva.
3- Tem ficado cada vez mais claro para muitas pessoas que o futebol não é “só um esporte”. Para você, qual é a importância do futebol?
Repito uma frase que está no Pequeno Dicionário do Futebolês: “O futebol é coisa mais importantes entre as menos importantes”
4- O que você pretende que seu livro produza no meio literário e no meio futebolístico?
Gostaria de debater com profissionais do futebol – treinadores, jogadores, narradores, comentaristas, repórteres e torcedores sobre a linguagem que eles utilizam, talvez inconscientemente. Gostaria, ainda, de que os estudiosos da língua utilizassem esse corpus para análises linguísticas que sejam centradas no léxico, na morfologia, na semântica e no discurso.
5- Há novos verbetes por vir? Teremos um Dicionário revisado? Quais são seus planos para o futuro, enquanto escritor?
Já tenho mais quinze páginas de termos novos, cerca 230 verbetes a serem acrescentados ao livro. Quando esse número chegar a quinhentos, fazemos nova edição. Pretendo, ainda, e já comecei a fazer, o A Língua é uma Caixinha de Surpresas, em que comento as expressões que nasceram no ambiente do futebol, mas migraram para língua comum, ou seja, saíram das quatro linhas, e ganharam as bocas da sociedade geral.